Congresso de Louvor e Adoração – 3° dia (manhã)

Segundo nos advertiu a apóstola Rivanda Alves o ensino da Palavra é o que vai nos alinhar à verdadeira adoração. Diante dessa verdade, nos reunimos no terceiro dia de convocação para ouvirmos e aprendermos a Palavra de Deus que nos foi ministrada pela apóstola Raquel Vieira, evocando o tema do nosso congresso: Permanecendo na visão celestial.

Nós quem precisamos tomar a decisão em nosso coração de querer permanecer naquilo que Deus plantou, naquilo que Deus nos deu. Devemos fazer exatamente aquilo que Ele nos comissionou. Para tanto precisamos de uma fé que possibilitará que permaneçamos seguros. A nossa fé tem um fundamentador, ela não é um salto no escuro, esse fundamento é YHWH. O fato é que tudo passa, os governos, as filosofias, a modernidade de nossa época, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

Para fazermos a vontade de Deus é necessário que permaneçamos em sua Palavra, porque nela está expressa sua vontade absoluta. Também precisamos permanecer dependentes do Espírito Santo. Ele quem lembra a Igreja o que Jesus ensinou e nos aperfeiçoa com seus frutos e dons. Logo, se quisermos permanecer, precisamos depender dEle.

Isso ocorreu com Jesus.Tão logo Ele fora batizado, foi tomado pelo Espírito para que este o dirigisse em tudo. Um exemplo disso é que após o seu batismo o Espírito o conduziu ao deserto para passar por um teste que o prepararia para o seu ministério de três anos e meio que culminaria na sua morte, sepultura e ressurreição. Jesus se deixou ser treinado. Ele tinha uma missão a cumprir e não poderia ser influenciado pela cultura dos seus dias. Jesus tinha que andar segundo o Pai numa dependência total e absoluta do Espírito Santo. Para tanto Jesus era um homem de oração.

A decisão de permanecer não depende só do céu, só do Espírito Santo, mas depende de nós mesmos. O céu não nos obriga a tomar essa decisão. A Bíblia é clara quando mostra que Cristo tudo fez com coração voluntário e desempenhou seu ministério com alegria. Não dá pra permanecer na visão sem alegria, pois ela é a unção do Espírito Santo em nossa vida. As escrituras prosseguem afirmando que Jesus foi ungido de alegria, isso aconteceu porque Ele aborreceu o mal e apegou-se ao bem. Jesus apegou-se ao Pai, se deixou ser dominado pelo que era do Pai.

Quando na ocasião do pecado original o homem escolheu pela não permanência. Mas, foi ainda no Éden que Deus estabeleceu algo para mudar a história. Lá Ele imola um animal e derrama sangue na terra para vestir a Adão e Eva. YHWH proclama que nos vestirá de justiça, proclama que o diabo não ganhará essa guerra. Adão voluntariamente se submete ao projeto de Deus aceitando as novas vestes proféticas que Deus separou em seu projeto desde a eternidade. Sim, a cruz não começou em Jerusalém, a cruz começou desde a eternidade. Quando Adão recebe as vestes, como nosso representante, ele proclama: os meus descendentes receberão vestes de justiça!

Ninguém permanece na visão sem se dobrar diante dos decretos do Deus Todo-Poderoso. Permanecer na visão é se converter aos decretos do Altíssimo. É converter-se ao que Deus proclamou e receber no espírito a revelação disso pelo Espírito dEle. Quer permanecer na visão? O seu modelo é Jesus. Ali no deserto Ele submeteu-se ao Pai e à instrução do Espírito. Na hora que a tentação chegou, Jesus buscou recursos para vencer a tentação em Deus e em sua Palavra. Quer permanecer na visão? Alimente-se da Palavra. Nós estamos fundamentados na Palavra da verdade, que é a Palavra de Deus.

Como Josué permaneceu? Na Palavra. Como sucessor de Moisés Josué foi tomado de inseguranças, mas o Senhor reanimou-o por meio da Palavra. O projeto é de Deus e não nosso, isso significa que se morrermos ele permanece. Diante da morte de Moisés, Josué permaneceu firme porque Deus iria com ele desempenhar o projeto. Só permanece na visão quem acredita no que Deus falou. Portanto Deus exigiu de Josué que ele meditasse na Palavra dia e noite para que tudo lhe fosse bem, porque meditando vamos nos dirigir corretamente, não tomaremos atalhos. A coragem de Josué não estava nele, estava na promessa dada por YHWH, de que ninguém lhe resistiria. A promessa nos faz corajosos e ousados, nos faz enfrentar os maiores gigantes, porque temos a confiança de que, se Deus falou, Ele cumprirá.

Foi pelo amor que Deus escolheu a Abrão para partilhar com ele o seu projeto eterno. Para que isso acontecesse Deus precisou removê-lo de sua cultura para implantar nele outra cultura. Ali Deus começa a encher o coração de Abrão com algo poderoso e, se no começo a promessa foi um projeto exclusivo de Deus, no decorrer da caminhada Abrão vai se abrindo para tê-la como seu projeto próprio. Permanecer na visão é permanecer na fé. Abrão não sabia para onde ia nem o que faria, mas decidiu obedecer, e o que faz um nome grande é a obediência. O que fez Abrão partir não foi a mera ordem, foi a ordem acompanhada de uma promessa.

Se eu quiser permanecer na visão eu preciso permanecer na promessa. Abrão abraçou a promessa e seguiu por ela. O permanecer implica ser possuído pela promessa, andar segundo ela, e tê-la em mente em tudo o que fizermos. Nós temos fraquezas, qualquer circunstância pode nos tirar do alvo. Abrão foi testado, em alguns testes desaprovado, em outros aprovado, mas as promessas de YHWH não estão condicionadas por quem somos, estão condicionadas a Ele mesmo. Deus nos dará a promessa, mas não nos poupará dos testes. Ele permite isso tanto para o nosso próprio crescimento, como para ver o quanto temos dEle em nós e também, dessa forma, desenvolver a identidade de Cristo em nós. Deus está a nos observar para saber o valor que nós damos a sua voz. Abraão também teve fraquezas, mas Deus não desiste de nós porque temos fraquezas. Precisamos encarnar essa Palavra em nosso coração e vivê-la nas coisas mais simples do nosso dia a dia.

Não existe permanência da visão sem comunhão. Trata-se da comunhão com o Espírito Santo, pois é Ele quem vai trazer ao nosso entendimento o que Jesus nos revelou. Porque só o Espírito Santo conhece a mente do Senhor. Não sabemos orar como convém, na verdade não sabemos fazer nada para Deus como convém, porque é o Espírito Santo o nosso grande ensinador, que nos ensina Cristo, é Ele quem nos santifica.

A visão tem que permanecer, mas não é na mente seca e vazia, é no coração quebrantado e contrito. A modernidade não pode nos roubar o que a Bíblia estabeleceu, nem as interpretações racionais podem nos tirar do mover do Espírito Santo. Temos que ser simples. Nossos joelhos na presença do Senhor tem poder, o poder de Deus que abala o inferno. Precisamos ser dirigidos pelo Espírito Santo para em toda e qualquer ocasião liberar daquilo que Ele quer.

À medida que duvidamos da promessa de Deus rejeitamos a Deus. Quando os doze espias foram enviados à terra de Canaã, dez deles olharam para as circunstâncias e ficaram intimidados, pois preferiram acreditar nos seus sentimentos racionais do que acreditar nas promessas. O povo se revoltou contra o relatório positivo de Josué e Calebe o que nos ensina que permanecer na visão não é ficar com a maioria. Às vezes tomamos como termômetro o povo, mas nem sempre a voz do povo é a voz de Deus. O capítulo 14 do livro de Josué nos mostra que Calebe perseverou em seguir a promessa, isso aconteceu porque ele a tomou e não permitiu que ela morresse. Assim precisamos fazer: repetir a promessa, em cânticos, em poesias e em ensino. O que Deus deseja é que os “calebes” se levantem, crendo que, se Deus prometeu, Ele vai cumprir.