Congresso de Louvor e Adoração – 2° dia (noite)

Vivemos um tempo de renovo, onde precisamos deixar para trás o comodismo e crer ousadamente que Deus é o galardoador dos que o buscam. Devemos publicar a nossa voz, o nosso timbre para adorar ao nosso Deus.

Desse modo o pastor Sóstenes Mendes estimulou-nos a pensar: se olharmos para o Cântico de Moisés que está citado em Apocalipse 15:2-4 podemos crer que entoaremos no céu cânticos inspirados e compostos por homens que, como Moisés, ousaram compor as suas próprias adorações a Deus.

E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus.

E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos.

Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos.

Apocalipse 15:2-4

É no vale onde a formação rochosa proporciona um lugar para reverberar aquilo que vocalizamos. O vale é um lugar muito bom para darmos gritos, e, de fato, quando estamos no vale temos muitas coisas para dizer. Não esqueçamos, entretanto, que o Senhor levou em consideração a murmuração do povo no deserto. Tomemos esse exemplo para nós: é que, às vezes, nós não entramos em estâncias novas porque paramos no meio do caminho, no meio do vale, não nos renovamos e não buscamos avivamento.

Há um elemento que precisamos agir quando estamos no meio dos anos: usar a nossa voz. Deus nos deu a capacidade de nos expressarmos com palavras e isso vem dEle. Aquele de quem a voz antecedeu a realização de tudo o que existe. Ora, se tudo o que existe foi criado pelo poder da Palavra tudo o que existe é afetado pelo poder da palavra. É por isso também que Deus enviou o seu Filho, que é o Verbo.

Cabe a nós nos enchermos da Palavra dEle para que seja ela que saia de dentro de nós, pois vivemos numa sociedade onde somos constantemente bombardeados de sugestões e mensagens alheias. Muitas vezes, no vale, o som que sai de nós não é o som que deveria sair, mas é um som de medo e de incredulidade. Mas a Palavra nos ensina:

Invoca-me e te responderei, e te revelarei conhecimentos grandiosos e inacessíveis, que não sabes.

Jeremias 33:3

É isso que devemos fazer no meio dos anos. Se as coisas estão no vale é porque precisam de um avivamento. Precisamos nos renovar, precisamos invocar ao Senhor.

A palavra invocar vem de vocalizar. Mas, o que devemos vocalizar? O que achamos, o que sentimos, o que imaginamos? Não, mas precisamos aprender no meio dos anos a invocar ao Senhor vocalizando a Palavra que Ele mesmo nos deu.

Quando Ele criou as coisas com o som de sua voz ele pôs em nós a capacidade de afetar as coisas pelo poder de nossa voz. No vale, onde a reverberação ecoa muito, que nós aprendamos a vocalizar a palavra certa. É no meio dos anos, quando o ânimo acabou que precisamos liberar palavras e exercitar a nossa voz conscientemente.

Nós criamos um obstáculo com a profecia porque acreditamos que este é o dom só de alguns. Profetizar, no entanto, é usar a sua voz e produzir palavras. Palavras produzem coisas e, mesmo que a sua expressão seja escrita, é necessário falar. O Senhor está nos dizendo que, se queremos avivamento no meio dos anos precisamos invoca-lO e aprendermos a usar nossa voz para profetizar.

A ideia de que cantar é uma arte restrita ao talento foi oriunda da Grécia, isso não ter nada a ver com o que o Senhor quer de nós. Mas quando usamos as nossas vozes com canções nos tornamos ministros do Deus Altíssimo. Moisés, que compôs o cântico do Apocalipse, era gago, no entanto Deus o levantou e o fez cantar. Podemos experimentar isso nas horas mais difíceis usando nossa voz para exercer a profecia com canções. Precisamos acabar com o estereótipo místico que há na igreja sobre o profetizar.

O louvor e a adoração são ferramentas que Deus nos deu. Davi, um dos exemplos de quem usou essa ferramenta, não cantava somente sobre a sua condição, mas ele cantava o que ele cria. Quando faço isso eu começo a suplantar os meus temores afirmando quem Deus é. Isso é profecia. Davi ainda continua os seus salmos afirmando a sua vitória. Assim como Davi somos ministros do Deus Altíssimo, cujos atributos revelam Seu poder (Rm 1:20). Quando você canta você está sendo um profeta. Cantar é da mesma ordem de intimidade por isso que Ele vem e nos enche quando fazemos isso. Profetizar é sobre palavrear o que Ele é. É dizer que Ele fará infinitamente mais.

Deus fala por visões e estas implicam na capacidade que Ele nos deu, de que em algum lugar da mente produzamos a imagem de algo. Podemos produzir visão olhando para a circunstância ameaçadora, mas vendo o mover de Deus gerando milagres. Nunca creia no poder da mente ou das sugestões, mas também nunca descreia do Espírito de Deus que habita em você.